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A “farra” dos cargos em Volta Redonda

Em 2019, a Câmara Municipal de Volta Redonda, através de seus vereadores, aprovou a criação de 750 cargos comissionados para substituir os 3500 cargos em RPA( Recibo de Pagamento a Autônomo).

Ocorre, que a Prefeitura Municipal de Volta Redonda, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho(TRT), para manter os mais de 3000 cargos em RPA até dezembro de 2020, contrariando o motivação da criação dos 750 cargos comissionados, inflando absurdamente a folha de pagamentos do município e criando uma espécie de “curral eleitoral”, ou seja, esses funcionários ficam de certa forma “comprados” para agirem de acordo com que o prefeito determina ao invés de trabalharem para o bem da cidade do aço. Tal atitude foi vista no dia da votação do processo de abertura de investigação do prefeito, onde centenas de funcionários de cargos comissionados e RPA´s compareceram à Camara Municipal de Volta Redonda para pressionarem os vereadores que desejavam abrir o processo investigativo que poderia causar a cassação do prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva.

O que motivou a Câmara de Vereadores de Volta Redonda para aprovar a criação dos cargos comissionados seria o fim do RPA através de uma decisão judicial, já que não possui vínculo empregatício e tampouco direitos trabalhistas.

O vereador Dinho, criou um projeto de lei e já protocolou na câmara, onde deverá ser votado em breve, revogando a lei que criou os 750 cargos comissionados, segundo o vereador, a finalidade da nova lei é a economia para o município. “- Nós não podemos continuar em Volta Redonda com um monte de gente contratada pelo RPA que foi prorrogado pela Justiça do Trabalho e ainda continuar com 750 cargos comissionados à disposição do chefe do poder executivo para que ele possa fazer o que bem entender” informou o vereador.

Em 22 de agosto de 2019, o jornal Diário do Vale, publicou uma matéria intitulada: “Volta Redonda vai terminar com RPA até final de outubro” onde o próprio prefeito, em contradição ao que ocorre agora, disse que: – Precisamos acabar com essas contratações, que são irregulares. Lembro que o RPA por muito tempo foi usado como prática de indicações políticas sem critérios. A grande maioria, entretanto, são profissionais competentes que estão há anos trabalhando sem direito trabalhista. Isso tem que acabar. Essa é a mudança que a sociedade queria. Esses três mil cargos eram de livre nomeação, tem servidores há 20 anos recebendo por RPA sem qualquer direito trabalhista. Por isso, vamos terminar com essa distorção e transformar três mil cargos em 750, mas esses com direitos trabalhistas. Os demais serão substituídos por concursados.Além disso, vamos economizar mais de R$ 6 milhões com esses cargos de livre nomeação – destacou o prefeito.

Então, por qual motivo a prefeitura recorreu à justiça para a manutenção dos cargos?

One comment

  1. Pra ele manter no hSJB a cunhada dele que recebe 4.500 reais tendo o cargo de técnica de enfermagem cujo salário n chega nem a 1.600 reais.

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