Volta Redonda Notícias

Novo governador do Rio corta 30% das despesas das repartições públicas

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fala à imprensa durante diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral, em cerimônia na Escola da Magistratura, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O governador recém-empossado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou hoje (1º), no Diário Oficial do estado, decreto que determina o corte de pelo menos 30% nas despesas operacionais de secretarias, fundações e outros órgãos da administração estadual. O decreto cria o Programa de Reavaliação de Despesas Operacionais.

A redução, no entanto, não afetará as secretarias de Educação, de Saúde, de Administração Penitenciária, de Polícia Civil, de Polícia Militar e de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, além de instituições que exercem funções essenciais à Justiça.

Segundo o decreto, a decisão de realizar os cortes foi tomada para “imprimir eficiência e moralidade ao planejamento governamental em 2019” e adotar “procedimentos atinentes ao contingenciamento de despesas diretamente relacionadas com a otimização dos gastos públicos”.

São consideradas despesas operacionais o somatório das despesas de pessoal caracterizadas como discricionárias e do valor correspondente às prestações ainda não cumpridas de cada contrato que esteja em vigor, bem como das contratações em curso.

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Saiba o cronograma da posse do 38º Presidente da República

Último ensaio para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Na véspera da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (1º), todos os detalhes foram checados e cronometrados. Um forte esquema de segurança está organizado. A festa em si começa no início da tarde com o deslocamento do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e da primeira-dama Michelle em direção à Esplanada dos Ministérios.

A cerimônia vai ser extensa e começa por volta das 14h, quando Bolsonaro e Michelle deixam a Granja do Torto rumo à Esplanada dos Ministérios. Pouco depois das 14h30, o presidente eleito e a primeira dama devem trocar de carro em frente à Catedral. Tradicionalmente, o desfile é feito em carro aberto, um Rolls-Royce, mas ainda não está definido se o percurso será feito nele ou em carro blindado.

Os Dragões da Independência, policiais em carros, motocicletas e a pé os acompanham em direção ao Congresso Nacional. Pelo cronograma, o desfile do cortejo presidencial da Catedral até o Congresso ocorrerá às 14h45, com previsão de início da sessão solene de posse no Plenário da Câmara dos Deputados às 15h.

Em frente ao Congresso, o presidente eleito subirá a rampa e seguirá para o plenário na Câmara onde será oficialmente empossado. Ele fará um discurso. Tradicionalmente, é neste momento que são enviadas mensagens ao Parlamento e à sociedade.

Após o Congresso, Bolsonaro segue por volta das 16h para Palácio do Planalto. Haverá o Hino Nacional, revista às tropas, salva de 21 tiros e apresentação da Esquadrilha da Fumaça. No Planalto, ele sobe a rampa e segue para o Parlatório onde o presidente Michel Temer transmite a faixa presidencial.

Ainda no Planalto, o presidente eleito recebe os cumprimentos e nomeia sua equipe ministerial formada por 22 integrantes. Há a fotografia oficial em que o presidente eleito posa ao lado dos ministros nomeados.

A previsão é que por volta das 19h Bolsonaro siga para em cortejo para o Itamaraty. A recepção deve seguir até 21h.

Segurança

Ontem (30), sob um forte esquema de segurança, a equipe responsável pela cerimônia de posse do presidente eleito fez na Esplanada dos Ministérios o último ensaio.

Após o ensaio, o atual ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, disse que os preparativos para a cerimônia estão prontos e que não houve grandes alterações em relação ao previsto no primeiro ensaio.

“A festa está pronta, será segura e certamente vamos ter um dia primeiro para coroar o processo democrático que se iniciou lá atrás no primeiro turno [das eleições] no dia 7 de outubro”, disse o ministro.

Prefeito de Colatina-ES usa dinheiro do Carnaval para melhorar educação e saúde

O prefeito de Colatina, município do Espírito Santo, vem ganhando o apoio da população, após postar vídeo no Facebook anunciando que esse ano não vai liberar verba para o Carnaval da cidade. O dinheiro será redirecionado para a saúde e educação.

Sérgio Meneguelli explica que a situação dos postos de saúde ainda é precária. É preciso que todos os esforços sejam concentrados em reverter esse quadro, para que nos próximos anos a festa possa voltar. “A nossa saúde e nossa educação estão exigindo, neste momento, um tratamento especial. Para que façamos um carnaval como foi no ano passado, eu teria que gastar de R$ 180 a R$ 200 mil e seria uma irresponsabilidade minha usar este dinheiro para fazer desfile de escola de samba, quando em nossos postos, às vezes, faltam material de limpeza”, declara.

O prefeito se desculpou com a população. Ele reconhece a grande importância que a cultura tem para uma sociedade, mas nesse momento a prioridade é outra.”Certos momentos da vida chegam a ser irônicos. Eu incentivei a retomada do carnaval nessa cidade, em 2009 e, quando chega 2018, eu preciso vir a público para dizer que está difícil fazer carnaval hoje”.

Bolsonaro diz que usará decreto para conceder posse de arma

Brasília – Deputado Jair Bolsonaro discursa durante sessão para eleição do presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A dois dias da posse, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, reiterou hoje (29) que vai editar um decreto permitindo a posse de arma para quem não tem antecedentes criminais. A medida altera o Estatuto do Desarmamento. A afirmação foi feita via Twitter.

“Por decreto, pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”, postou o presidente eleito.

Bolsonaro destacou na rede social a expressão “posse” diferentemente do porte, que permitiria trânsito e uso da arma em qualquer lugar. A posse contempla apenas a possibilidade de uma pessoa ter a arma dentro de casa ou em lugar específico, como o local de trabalho.

O presidente eleito sinalizou que o primeiro passo para a liberação da posse de arma será dado pelo executivo. “A expansão temporal será de intermediação do executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados”, explicou no Twitter.

Na campanha, Bolsonaro criticou a atual situação da segurança pública no país e defende o direito do cidadão “à legítima defesa sua, de seus familiares, de sua propriedade e a de terceiros”, como declarado em diversas entrevistas e já publicado em rede social por ele.

Pelas regras atuais, previstas no Estatuto do Desarmamento, uma pessoa pode comprar uma arma de fogo se apresentar uma justificativa da “efetiva necessidade” da aquisição, além de certidão de antecedentes criminais, a comprovação de residência e capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo.

Bolsonaro está hoje no Rio, onde recebeu nesta manhã seu alfaiate, Santino Gonçalves, e seu cabeleireiro há 20 anos, Maxwell Gerbatim. Os dois chegaram à residência do presidente, no condomínio Vivendas da Barra, por volta das 7h e saíram perto das 8h. O presidente deverá sair de casa às 12h, com destino a Brasília. O voo está programado para as 15h, na Base Aérea do Galeão.

Israel

Rio de Janeiro - O presidente eleito Jair Bolsonaro recebe a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Copacabana.
 (Foto:  Fernando Frazão/Agência Brasil)
Bolsonaro recebe a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – Fernando Frazão/Agência Brasil

Bolsonaro tem usado sua conta na rede social, nos últimos dias, para reiterar promessas de campanha. Mais cedo, divulgou uma entrevista concedida no último dia 11, em que tratou da proposta de transferir a Embaixada do Brasil em Israel, de TelAviv para Jerusalém. A iniciativa gera controvérsias.

A divulgação da entrevista ocorre no momento em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está no Rio de Janeiro. Ontem (28), Bolsonaro retomou o tema durante o encontro com o primeiro-ministro.

Na entrevista, o presidente eleito afirmou que há uma ameaça de boicote econômico ao país caso seu governo leve a medida adiante. Segundo ele, o assunto será discutido com o futuro ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. “Nós estamos conversando a melhor maneira de decidir essa questão”, disse Bolsonaro na entrevista.

Grupo terrorista ameaça e diz que alvo não é apenas Bolsonaro

O grupo que reivindicou a autoria do ataque à bomba a uma igreja de Brazlândia e ameaçou fazer um atentado durante a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na terça-feira (1º) é organizado, possui armas, explosivos, e teria contato com extremistas de outros países. As informações são de um suposto intermediário dos terroristas, que se autodenominam Sociedade Secreta Silvestre, ao site Metrópoles.

Na sexta-feira (28/12) por um intermediário do grupo, que explicou no que consiste a organização e se identificou como “Pedro”, encaminhou o texto via e-mail por meio de um navegador impossível de rastrear, geralmente utilizado para trafegar na chamada deep web, a parte sombria da internet composta por várias redes separadas que não conversam entre si.

Para garantir a veracidade das informações e confirmar que faz parte do suposto grupo terrorista, o intermediário encaminhou um arquivo de vídeo mostrando detalhes da bomba deixada no Santuário Menino Jesus, antes de o dispositivo ser detonado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, na madrugada do Natal (25).

O intermediário assegurou que novos ataques irão ocorrer, e deixou em aberto um atentado durante a posse de Bolsonaro. “Nosso alvo não é apenas Jair Bolsonaro. Por mais que tenhamos um ódio particular a este estúpido devido às suas posições em relação ao meio ambiente, nosso objetivo é muito maior que ele. Deixamos subentendido que podemos atacar durante a posse, mas essa é uma informação sensível que não podemos detalhar. O que podemos dizer é: nós temos sim a capacidade de fazer um atentado no dia 1º de janeiro e causar grandes danos e mortes”, ameaçou.

Pedro não quis revelar quantos integrantes o grupo tem no Brasil nem em quantos estados a suposta célula terrorista está presente. No entanto, afirmou que Bolsonaro não é o único alvo do grupo terrorista e que novos ataques virão.